O Pontão de Cultura Moinho Cultural Unindo Pontos abriu as inscrições abertas para a Jornada Entre Ser e Se Ver, iniciativa voltada à formação de agentes culturais e ao fortalecimento da Rede Cultura Viva em Mato Grosso do Sul. A programação começa nesta quinta-feira (29), com uma aula inaugural sobre identidade, pertencimento, ancestralidade e território, e segue até 3 de dezembro de 2026, com encontros presenciais e online, além de emissão de certificado de participação ao final dos encontros.
Com carga horária de 40 horas, a formação propõe um espaço de escuta, troca de experiências e construção coletiva, valorizando os conhecimentos e as práticas culturais já desenvolvidas nos territórios. A iniciativa também busca oferecer ferramentas para que artistas, produtores, coletivos e Pontos de Cultura possam ampliar sua atuação, conhecer seus direitos e fortalecer conexões com outras iniciativas.
A aula inaugural será realizada das 18h às 20h, com uma mesa de abertura que reunirá as professoras Silvany Euclênio Silva e Bartolina Ramalho, além da diretora artística do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, Márcia Rolon. O encontro terá como tema “Eu Sou Porque Nós Somos”, primeiro módulo da jornada, que propõe uma reflexão sobre identidade, memória, pertencimento, ancestralidade e a relação entre as pessoas e seus territórios.
A participação de Silvany também representa uma oportunidade de aproximação entre Pontões de Cultura de diferentes regiões do país, favorecendo o intercâmbio de experiências e a articulação de novas possibilidades de colaboração. A professora integra a coordenação do Pontão de Cultura Ancestralidade Africana no Brasil e tem trajetória dedicada à promoção da igualdade racial, à valorização da ancestralidade africana e à defesa dos direitos dos povos e comunidades tradicionais de matriz africana.
Formação contempla dez módulos
A Jornada Entre Ser e Se Ver está organizada em duas etapas complementares, com 20 horas cada. A primeira, Multiplicadores Culturais, reúne cinco módulos dedicados à identidade e ao pertencimento, aos direitos culturais e às políticas públicas, à organização e sustentabilidade das iniciativas, à elaboração de projetos e à circulação de conhecimentos nos territórios.
A segunda etapa, Diversidade Cultural, também conta com cinco módulos e aborda temas como identidades e ancestralidades, acessibilidade, inclusão, representatividade, memória, comunicação e interculturalidade. A proposta é estimular o diálogo entre diferentes experiências e contribuir para a construção de redes de colaboração e ações coletivas.
Os encontros serão realizados às terças e quintas-feiras, das 18h às 20h, com participação de profissionais convidados, momentos de diálogo e compartilhamento de experiências. Além das atividades formativas, os participantes desenvolverão práticas orientadas relacionadas à realidade de suas próprias iniciativas culturais.
Ao final do percurso, os registros e aprendizados serão reunidos no “Caderno de Travessia – Meu Ponto, Meu Território, Minha Rede”, material que reunirá reflexões e propostas para fortalecer a atuação cultural dos participantes e suas conexões com outros territórios.
Para Mônica Macedo, diretora-executiva do Moinho Cultural, a proposta da jornada é fortalecer a Cultura Viva é reconhecer que existe uma potência cultural imensa nos territórios, nas histórias das comunidades e nas pessoas que fazem a cultura acontecer todos os dias.
“Queremos criar um espaço de troca e aprendizado em que os participantes possam reconhecer seus próprios saberes, ampliar conhecimentos sobre seus direitos e encontrar caminhos para fortalecer suas iniciativas. Quando os agentes de cultura se conectam, compartilham experiências e constroem juntos, toda a rede se fortalece”, pontua.
Quem pode participar
A formação é destinada a integrantes de Pontos e Pontões de Cultura, agentes culturais, artistas, produtores, educadores, lideranças comunitárias, representantes de coletivos e outras pessoas envolvidas com iniciativas culturais.
Não é necessário ter experiência prévia com projetos, editais ou gestão cultural. A proposta acolhe diferentes trajetórias e níveis de conhecimento, partindo do reconhecimento de que cada participante possui saberes e experiências que podem contribuir para a construção coletiva.
As inscrições ficam abertas até 3 de dezembro de 2026, por meio de formulário disponibilizado pelo Pontão de Cultura Moinho Cultural Unindo Pontos.
Ao promover a formação e a articulação entre agentes culturais, a Jornada Entre Ser e Se Ver busca fortalecer as iniciativas presentes nos territórios e ampliar as possibilidades de cooperação na Rede Cultura Viva. A proposta parte de um princípio que orienta todo o percurso: a cultura se constrói coletivamente, a partir das identidades, histórias e experiências que conectam pessoas e comunidades.
O Comitê Gestor do Pontão Moinho Cultural Unindo Pontos é composto por representantes do Grupo Vozes Especiais, da Gibiteca Mais Cultura, da Fundação Nelito Câmara, do Circo do Mato – Grupo de Artes Cênicas e do Grupo TEZ. A atuação conjunta promove a troca de experiências, a formação e a valorização das iniciativas culturais nos territórios.
Serviço: A participação é totalmente gratuita. É preciso realizar a inscrição pelo site.