A força simbólica do Pantanal vai ganhar tradução em música e dança nesta sexta-feira, 27 de março, em Campo Grande. Como parte da programação da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias, a COP 15, a Orquestra de Câmara do Pantanal e a Cia de Dança do Pantanal apresentam o espetáculo ‘Guadakan’, às 19h, no Teatro Aracy Balabanian, com entrada gratuita.
Antes da apresentação principal, o público poderá assistir ao Concerto Regional, executado ao vivo por 20 músicos de Corumbá e da Capital. Na sequência, será encenada uma versão reduzida de ‘Guadakan’, com cerca de 20 minutos de duração, reunindo seis bailarinos e três músicos em cena.
A montagem foi adaptada para uma formação mais enxuta, mas mantém a proposta original da obra, inspirada na biodiversidade, nos ciclos da vida e na força cultural do Pantanal. O espetáculo propõe uma reflexão sobre a relação entre arte, natureza e território, tendo como base a importância das espécies migratórias e a necessidade de preservação ambiental.
Em cena, música e movimento se cruzam para representar o Pantanal como um território vivo, marcado pela diversidade cultural, pela ancestralidade e pelas conexões entre Brasil e Bolívia. A proposta é oferecer ao público uma experiência sensorial que também convida à reflexão sobre o papel de cada pessoa na conservação desse ecossistema.

A diretora artística do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, Márcia Rolon, afirma que a obra dialoga diretamente com os debates ambientais que cercam a conferência. “Quando levamos o Pantanal para o palco, estamos falando de um território que sente, todos os dias, os impactos das mudanças climáticas. A arte tem o poder de sensibilizar, de provocar reflexão e de reconectar as pessoas com a natureza. Estar em sintonia com esse debate, que também mobiliza a COP, é afirmar que cultura e meio ambiente caminham juntos”, destaca.